Adivinhação
- 4 de abr. de 2018
- 3 min de leitura

O Tarot é muito mais que uma ferramenta de adivinhação. Na minha opinião, nem deveria ser considerada uma ferramenta de adivinhação. Já estão familiarizados com o termo futurologia?
Por futurologia, entende-se todas as actividades que pretensamente adivinham o futuro. Será possível adivinhar o futuro?
E, se sim, quererá isto dizer que o futuro já está escrito?
E, se o futuro já está escrito, quer isso dizer que há um destino ou uma predestinação?
E, se assim for, onde anda o nosso livre arbítrio?
No post da semana passada falei em Caminho Real e, sucintamente, em caminhos: no caminho de cada de um de nós. Sempre que fazemos um caminho temos um destino; o caminho é precisamente o trajecto que fazemos de um ponto A a um ponto B. E, como na semana passada referi, todos nós temos um caminho a fazer na Terra, viemos cá com essa missão, mas não sabemos - a maior parte da vezes - qual ele é. E é por isso que abraçamos todos os caminhos que se nos apresentam, pois ansiamos por fazer o nosso caminho e cumprir a nossa missão. No entanto, por alguma razão que não se entende, nós - Humanidade - tendemos a dissociar as coisas, a separar as águas, e, por consequência, vivemos vários caminhos ao mesmo tempo; incapazes de perceber que a solução é viver um único caminho. Aquela dissociação a que nos encontramos condicionados - trabalho, dinheiro, família - é ilusória e impede-nos de perceber o que há de comum em todos os nossos caminhos; e é assim que nos perdemos, muitas vezes.
Talvez seja por isso que adivinhar o futuro é um desejo do homem e da mulher, desde sempre. Esta capacidade poderia fazer com que conseguíssemos evitar passos errados e escolhas incorretas e, assim, construirmos um caminho mais fluído e melhor. Contudo, se isso fosse possível, o que é que viríamos cá fazer? Que desafio nos teria sido colocado?
E é por isso que o Tarot não adivinha o futuro. O que o Tarot faz é mostrar-nos os melhores caminhos para que a nossa missão se cumpra.
Trazer uma missão não é trazer um caminho pré-definido ou um destino. O que trazemos é uma tarefa; e a forma como a fazemos fica ao nosso critério, bem como os caminhos que percorremos para a fazer cumprir. E - espantem-se - também ninguém vos obrigará a cumprirem a vossa missão; embora isso vos possa trazer consequências - algo que fica para outro post. Assim, nem o futuro está escrito nem existe um destino pré-definido; o que há é uma missão que temos de cumprir e a forma como a cumprimos expressa-se no nosso livre arbítrio.
Então para que serve uma consulta de Tarot?
Uma consulta de Tarot é um barómetro, um radar ou uma sonda. Servirá para, mediante o caminho que escolheu, escolhe ou escolherá, percepcionar as possibilidades de sucesso que poderá ter e, quando não houver sucesso no horizonte, despertá-lo(a) para os caminhos de maior potencial e mais indicados para si; desde que esteja preparado para os conhecer e considerando - para tal - a missão que o/a trouxe à Terra.
Uma coisa é certa, o Tarot ajudará sempre, desde as dúvidas mais comezinhas às grandes questões da vida, porque ele dará sempre as respostas que necessita conhecer, quando as necessita conhecer e no momento em que as conseguirá entender. Todavia, não adivinha o futuro, apenas lhe diz se o caminho que está a percorrer é o adequado ou não; e, se não for, oferece-lhe uma alternativa.

















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